O Folhetim na Imprensa Madeirense entre 1880 e 1900

Introdução

A palavra folhetim tem várias acepções. Pode ser artigo ou crónica (de literatura, ciência, crítica, etc.), que se publica na parte inferior e a toda a largura da página de um jornal. Pode ser o fragmento de um romance, que se publica todos os dias num jornal. Pode ser um filme apresentado na televisão em vários episódios de curta duração. Pode ser o desenvolvimento de um acontecimento político (o folhetim do romance de corrupção da JAE), social (a morte de John Fitzgerald Kennedy Jr. foi mais um folhetim trágico da história da família Kennedy), ou desportivo (o folhetim Rushfeldt na saga cómico-trágica do Benfica).

O folhetim apareceu com a inserção do artigo de crítica dramática do abade Geoffroy na parte inferior da folha do Jornal dos Debates em vez de aparecer, como até aí, no corpo do jornal(1).

Uma vez desperto o interesse dos leitores foi necessário continuar a alimentá-lo e começam a surgir então os romances em folhetins, as crónicas do quotidiano (em prosa e verso), as cartas, as crónicas de teatro, etc.

Na Madeira, o interesse que os folhetins despertavam era, com certeza, igual ao de outras partes do mundo, embora os nossos autores se questionassem muitas vezes sobre o que escrever numa terra onde não se passava nada digno de interesse, como escreve Benjamim Cupertino no número inaugural de O Direito atribuindo a dificuldade em criar folhetins à gramática, ao facto de a Madeira não ser uma grande metrópole e ao nosso clima (Anexo 1). Supomos que os folhetins deixaram de ser publicados por volta de 1974 porque nos lembramos de ler no Diário de Notícias o romance A Cabana do Pai Tomás de Harriet Beecker Stowe em folhetins.

A Imprensa Madeirense entre 1880 e 1900

De entre os vários títulos publicados à época na imprensa madeirense escolhemos quatro: O Direito(2) pela sua importância, longevidade e regularidade; O Diário do Commercio(3) para mostrar a tendência finissecular para os romances longos e estrangeiros; A Madeira(4) porque no fim do século publica numerosos contos e o Diário Popular(5) porque publicava crónicas, cartas e revistas da semana que espelhavam o quotidiano madeirense.

Não analisamos outros por duas razões:

Não tivemos acesso ao Diário de Notícias (Anexo 1C) porque os números pretendidos (compreendidos entre os anos de 1880 a 1900) não estão disponíveis devido aos trabalhos de microfilmagem que se estão a efectuar e por já terem sido objecto de estudo por parte do Doutor em Letras Ernesto Rodrigues(6).

O Direito

A publicação começa por ser semanal mas depois é bissemanal. É de salientar que neste jornal os folhetins que tinham continuação eram por vezes interrompidos para se incluirem outros, nem sempre apareciam na primeira página, por vezes encontra-se mais do que um folhetim num número e também, algumas vezes, se prolongam por duas e três páginas.

Este jornal publicou entre 1777 e 1779 em folhetim obras de João Augusto d'Ornellas; poesias; alguns textos de prosa e poesia didáctica e legislação no "Folhetim Forense".

Em 1880 os textos publicados não primam pela variedade. Para além de resumos de óperas, apenas três poemas e o "Folhetim Forense" com transcrição de leis que se inicia no n.º 1070 de 07/04/1880 e se prolonga por vários números transcrevendo leis.

No ano de 1881 são publicados mais dois romances de João Augusto d'Ornellas em folhetins, textos em prosa que visavam ensinar ou caracterizar determinados tipos de pessoas, poesias, resumo de óperas e uma carta.

Em 1882 a publicação foi muito escassa: um romance de João Augusto d'Ornellas e começa-se a recorrer a traduções de autores estrangeiros e há uma ausência total de poesia. No ano de 1883 começam-se a publicar folhetins de romances na primeira página e outros pequenos contos ou considerações, críticas, etc. na segunda. Publicam-se algumas poesias.

O ano de 1884 é muito fraco a nível de folhetins: para além da continuação do romance O Voto de Nadia de Henry Greville, são publicadas mais duas traduções e uma só poesia.

Já o ano de 1885 se revela mais fértil do que o anterior: aparecem pequenos romances e embora a produção de João Augusto d'Ornellas diminua e acabe por desaparecer, devido a doença e posterior morte deste escritor, publicam-se textos em prosa sobre diversos assuntos e duas poesias, para além da tradução de um romance de um autor estrangeiro.

No ano de 1886 a produção inserida nos folhetins é muito mais variada: poesias, uma peça de teatro, a descrição de uma récita, cartas e a tradução de um romance e embora em 1887 imperem as traduções de escritores estrangeiros nos romances e a prosa didáctica, há também duas poesias e um conto.

No ano seguinte, 1888, os folhetins começam a ser contos e a publicação é muito escassa. Publica-se também um estudo do Visconde do Canavial sobre a Administração da Santa Casa da Misericórdia do Funchal. Nos anos de 1889 e 1890 publicam-se traduções de quatro romances e dois textos de temas regionais de João de Nóbrega Soares.

O ano de 1891 prima pela ausência de romances, quer traduzidos, quer de produção nacional. Imperam as crónicas, os contos e descrições e apenas uma poesia.

1892 é fértil em: contos, romances (quer traduzidos quer de autores nacionais), crónicas, mas só dois poemas. No último ano de vida do jornal - 1893 - predominam os contos. Aparecem algumas poesias, um romance traduzido e textos de considerações sobre vários assuntos (Anexo 2).

A Madeira

Neste jornal, que saía de três em três dias, domina o conto, pelo menos no curto período da sua existência durante o ano de 184.

Esses contos são na sua maioria traduções de escritores estrangeiros. A localização do folhetim era sempre na primeira página e por vezes ia até à segunda (Anexo 3).

(O) Diário do Commercio

Este jornal, que se iniciou em 1892, prima pela publicação, em folhetins, de muitos romances de autores estrangeiros, alguns contos e muito pouca poesia bem como poucos artigos de produção madeirense.

Os folhetins começam sempre na primeira página prolongando-se, por vezes, até à segunda e à terceira. Por vezes publica-se na primeira página o folhetim de um romance e na segunda outros textos (Anexo 4).

Diário Popular

Este diário publica na rubrica "Folhetim" muita poesia, contos, artigos de opinião e crónicas. Só a partir de 1899 surgem os romances.

Entre 1882 e 1883 publicam-se na rubrica "Folhetim", cartas em poesia e em prosa, contos, crónicas e artigos de opinião, muita poesia e alguns romances.

De 1897 até 1900 a diminuição dos folhetins é notória. Ora interrompem-se durante dias, ora há um interregno entre as publicações dos romances e a publicação é limitada a eles e a contos (Anexo 5).

As Crónicas sobre a Vida Quotidiana

Segundo Ernesto Rodrigues a crónica deve criar actualidade e oportunidade alargando a difusão colectiva. E acrescenta: "O folhetinista (…) acusado regularmente de não ter ideias, reintegrava situações que o país não favorecia e brincava com essa desgraça no próprio texto. Queria-se menos crítico que bem disposto; antes diletante que doutrinário; preferindo os brincos da frivolidade à sisudez conselheiral. Fez-se conversador desenfastiado, o que, mais do que romance esforçado, vinha calhar a país molengão"(7). O Diário Popular e O Direito publicaram em Folhetim algumas crónicas da vida quotidiana do Funchal, o primeiro no ano de 1883 e o segundo nos anos de 1891 e 1892.

A primeira crónica que encontrámos no Diário Popular intitula-se "Primeira carta" (n.º 23 de 18/01/1883) e é assinada por Y. Nela o autor, depois de várias digressões sobre a sua estreia, as colaborações que podia ter dos seus colegas do Liceu e as características de alguns deles, propõe-se dar notícias e fazer a sua apreciação, terminando com a notícia (assaz trágica para si) de que o velho plátano do Liceu foi cortado e promete consagrar-lhe duas palavras. Fá-lo no folhetim seguinte (n.º 28 de 23/01/1883), justamente intitulado "O platano do Lyceu" e refere que apesar de bem conservado deitaram-no abaixo, recorda que o seu nome foi declinado em latim, nele gravaram-se iniciais, os seus ramos deram sombra a muitos alunos, muitos caloiros tiveram de subir a ele para proferirem discursos, ouviu as fanfarronices de alguns, testemunhou muitas brincadeiras espirituosas, confidências, esperanças, viu o estudante do campo chorar com saudades da família e ouviu a opinião de muitos que hoje figuram na vida. Refere ainda que tudo mudou, até a rua que se chamava "Rua dos Estudos" mudou para "Rua dos Ferreiros" (O Liceu, nessa época, ficava situado no edifício onde actualmente funciona a DRAC).

A terceira crónica (n.º 31 de 26/01/1883) intitula-se "Segunda Carta" e faz eco das reacções que a primeira suscitou: atribuiu-se a paternidade da carta a algumas pessoas, outras intitularam-se como tendo-a escrito. Refere que, na esteira da sua carta, tem a certeza que outros colegas seus se abalançarão a escrever: um "purista" outro "cujo forte é a historia antiga" e alegra-se por ter atraído os seus colegas às lides da escrita.

A crónica seguinte é assinada por Dominó e intitula-se "Revista" (n.º 41 de 06/02/1883): começa por lamentar o facto de a imprensa diária publicar todas as notícias e não deixar nada de novo aos que, como ele, querem fazer a revista da semana. Menciona e comenta o baile no "club" referindo o governador civil (Visconde de Vila Mendo), Augusto Soares, Faustino Brazão, e os vestidos das senhoras. Quanto ao facto de as ocorrências policiais não serem publicadas (no entanto eram-no em 1879) na imprensa discorda do que tem dito a redacção porque como o governador civil nada faz, só se poderiam queixar se ele fizesse alguma coisa. Termina referindo que da comissão "anti-phyloxera" a condição que mais o seduz é aquela que diz que os salvadores da vinha não pagam indemnizações se deitarem as "parreiras a perder em virtude dos tratamentos operados", concluindo que a comissão consegue ser pior do que a filoxera para as vinhas.

A segunda "Revista da Semana" - e quinta crónica (n.º 45 de 10/02/1883) é assinada por Yvo, que se supõe ser o Y. das cartas mencionadas atrás. Começa por criticar o autor anterior explicando que "A revista não é uma secção de surprezas noticiosas, onde o leitor vá encontrar a revelação dos sucessos da ultima hora: consta precisamente de critica retrospectiva, sobre os factos que os proprios diarios noticiosos referem, mas não apreciam, ou apreciam de outro modo". Revendo a semana alude ao caso das ocorrências policiais e ironiza alegando que acha muito bem que o governador civil faça, na Madeira, justamente o contrário do que é feito na capital do reino pelo governo do qual é delegado. Como foi semana de Carnaval refere que este foi completamente sensaborão e termina comentando um anúncio acerca do desaparecimento de uma cadela que se diz ter o "tamanho de um pé", ironizando sobre o significado de pé "um pé de segurelha… um pé de encalyptus" e termina com a convição de que o que o dono da cadela quer é que ela não apareça.

Na sexta crónica (n.º 57 de 22/02/1883) volta a referir o facto de o governador civil nada fazer. O segundo assunto é o da subscrição pública que os jornais abriram para socorrer os que têm fome no Porto Santo e aponta o burlesco de razões que certas pessoas apresentam para não contribuírem: "não estou convencido de que a fome no Porto Santo seja tanta como se diz"; "tenho lá quintos e oitavos de que não vejo dez reis; contentem-se" e outras do mesmo teor. Termina este assunto lembrando que este é um circulo vicioso porque os que podem dar não dão e os que não podem não têm o que dar. A revista acaba com a alusão a um anúncio em que "o sr. Salvação annuncia que paga ponctualmente os premios que couberem ás cautelas firmadas com a sua assignatura" mas acrescenta que "só paga ás pessoas a quem vender as cautellas" - ora é só perguntar a cada cauteleiro qual deles é o sr. Salvação.

A última crónica "Revista da Semana" do Diário Popular (n.º 77 de 15/03/1883) é assinada por Quidam e refere que a semana foi recheada de acontecimentos para comentar: os tufões que se goraram, as neves que atraem todos à serra para observarem tendo essa afluência e os poucos resguardos provocado vinte e três pneumonias. Alude ao facto de as figuras de cera terem deixado o estabelecimento onde estavam expostas e estarem na Alfândega á espera de serem enviadas para outras plagas e termina criticando um estrangeiro que se queixou na imprensa do facto de ter sido convidado para tomar chá e ao chegar a casa dos anfitriões os ter encontrado ainda a jantar.

Desde Dezembro de 1891 a Março de 1892, O Direito publicou seis folhetins que se intitulavam "Chronica", todos assinados por Ulysses.

Na primeira (n.º 2259 de 02/12/1891) o autor começa por lamentar o Inverno que, no que se refere ao Funchal, é o mais sensaborão possível. No Verão ao menos há os arraiais e continua aplaudindo uma ideia do cronista do Diário do Commercio que sugeria alguns saraus no Maria Pia com a finalidade de afugentar o tédio. Refere depois as disputas entre dois jornais diários (Diário do Commercio e Diário de Notícias) e as palavras soezes com que se mimoseiam nas suas respectivas páginas. Termina dando alegremente a notícia de que se realizará um sarau gymnastico no Maria Pia levado a efeito pelo Gymnasio dos Bombeiros.

A segunda crónica (n.º 2260 de 05/12/1891) começa por lamentar que "a musicata, o foguetório e os vivas" com que os estudantes celebravam anualmente a Restauração (1 de Dezembro de 1640) não tenha tido lugar este ano pelo facto de os estudantes terem preferido comemorá-la com uma ceia bem regada no Hotel Funchal. Continua congratulando-se com o facto de os Diários do Commércio e de Notícias se terem tratado tão bem numa edição anterior, em vez da troca de insultos e termina mencionando a nova moda adoptada pelos jovens funchalenses: o cachimbo.

A crónica seguinte (n.º 2261 de 10/12/1891) inicia-se com a defesa do autor, pois acusaram-no de ter dito que a ceia dos estudantes para comemorarem o 1.º de Dezembro for a financiada com o produto de uma subscrição feita por estes. Nega ter sequer pensado tal coisa e manifesta o seu pesar pelo facto de ter perdido a noite para espreitá-los na volta da sua comemoração e agora ser caluniado por eles. Na segunda parte dá conta do sucesso que foi o sarau gymnastico no Maria Pia e termina lembrando que o Natal se aproxima o que o entristece um pouco pois se recorda dos pobres que nada têm.

Na primeira crónica de 1892 (n.º 2268 de 07/01/1892) critica o ano que terminou, considera-o bem negro mas também não agoura nada de bom ao que começa. Segue-se uma crítica aos médicos que aplaudem o Verão de S. Martinho que tantos doentes lhes trouxe mas que, à frente destes, estão sempre a denegri-lo. Refere finalmente que uma determinada Câmara Municipal não paga aos seus professores há vários meses e opina que estes deviam pedir também um certificado de jejuns.

A segunda crónica do ano (n.º 2277 de 06/02/1892) versa sobre a Companhia de Caminhos de Ferro Portuguezes e Banco Luzitano e a corrupção reinante, embora o autor seja muito céptico no que se refere a resultados das investigações. Termina mencionando a mudança de ministério e o trabalho que este desenvolve no sentido de equilibrar a receita com a despesa. Mostra mais uma vez o seu cepticismo e acha que isso será mais uma vez uma exploração do povo.

A última crónica (n.º 2288 de 16/03/1892) saúda o sol primaveril que finalmente se fez sentir, os belos tempos que o são sempre para quem ama, refere o tempo da quaresma e a procissão do Senhor dos Passos.

De todas estas crónicas depreende-se uma crítica suave, ironia para com o poder instituído (o governador civil) e a intemporalidade do cepticismo em relação a inquéritos instaurados pelo poder.

O Folhetim-carta em Prosa e Poesia

"Muito antes das modernas secções - Cartas, Cartas ao Director, Correio do Leitor, etc - e ao lado da "Correspondência" de colaboradores ou correligionários transformada em notícia, encontramos inúmeros rodapés contendo interlocuções de certo narrador com amigos, parentes e inimigos de estimação, num processo que, assente no pseudónimo ou em nomes paródicos (…) propõe artigo, sem mais"(9).

O Diário Popular publica entre 14 de Fevereiro e 10 de Abril de 1883 doze folhetins-cartas - em prosa e em verso em que o tema principal é uma agência de casamento. Tudo começa com uma carta (n.º 49 de 14/02/1883), em prosa, em que um certo Z. cliente da agência de casamentos de Faustino-Brazão, embora muito contente com a mulher que conheceu através da agência e com quem casou, vem contar as vicissitudes pelas quais passou sua esposa para conseguir casa onde morarem e conclui ameaçando que terá de deixar a esposa e os dois filhos à porta do dito Faustino se este não lhe resolver o problema. Pensa até em ir até ao Brasil (onde pelos vistos Faustino se encontra) verificar se lá não será mais fácil arranjar casa.

A resposta, em prosa (n.º 52 de 17/02/1883),é assinada por Florêncio Fernandes Fava que se intitula "curador oficial" da

AGENCIA DE CASAMENTOS

de Faustino & C.ª

S. G. D. G.

Trade Mark: dois pardaes em doce e branda folia - por cima as armas reaes

e que informa o reclamante que, das atribuições da agência, não faz parte providenciar moradia para os casais. Reitera a qualidade de serviços da agência, elogia o "catálogo" de noivas e sugere ao Sr. Z. que as recomende a amigos e conhecidos.

A carta de resposta a esta (n.º 62 de 27/02/1883) é um estendal de dicionário acerca da letra Z e do nome Fava.

Florêncio Fernandes Fava responde em verso (n.º 66 de 03/03/1883) relatando o papel primordial que a fava teve ao longo da história, desde Maria Antonieta a Napoleão e usando palavras de cariz negativo começadas por z "zagalotes, zoilo, zurzido?".

Z. volta à carga numa carta em prosa em que prova, com opiniões abalizadas de vários amigos consultados, que a fava é nome de doença de cavalos, que vem de Favo "e que Favo era um intrujão que figurou nos funerais de Vespaziano" mas termina salientando que lhe disseram que foram oferecidas favas ao rei David e que isso o deixou sem argumentos.

Aparecem agora outros elementos - Arcenio Pompeu Pompilio (n.º 69 de 06/03/1883) e Sr. Conceição (n.º 74 de 11-03-1883) que, em verso, expressam, o primeiro certas dúvidas acerca da agência e do seu "catálogo" - quer saber por exemplo se a agência "Para os durazios tens velhas,/Ou, - projecto do inferno! -/Queres unir em consorcio/Co' a primavera o inverno?", o segundo vem sugerir ser, uma vez que anda de vila em vila a bordo do Falcão, "commissario de amostras" e levar algumas noivas prometendo arranjar-lhes marido.

F. F. F. responde a ambos - em verso (n.º 80 de 18/03/1883): ao primeiro diz que tudo são intrigas em que ele não devia acreditar e que fez afirmações que não pode provar; ao segundo agradece o oferecimento mas considera que a "fazenda é frágil" (as noivas) e que prefere que os potenciais maridos venham à agência para escolherem mulher.

As cartas com que termina esta correspondência são quatro, em verso. Uma de Elias (n.º 81 de 20/03/1883) que se propõe hospedar as noivas, passeá-las ("do Caes ás Mós", "almoçar à Terra Chã", "á Santa", "ao Phanal", "ao Seixal") e casar duas delas. A segunda (n.º 84 de 25/03/1883) é de Mendes, que depois de comparar F. F .F . a um boteiro ordinário que nunca conseguia vender as botas, sugere que lhe sejam enviados "Retratos feitos á penna" de modo a poder ajuizar da beleza das noivas. A terceira (n.º 88 de 31/03/1883) é do Frederiquinho do Correio que se descreve e às agonias de solteiro de que padece e pede a F. F. F. que lhe arranje uma noiva em condições "Entre as mais meigas e affaveis". A última carta (n.º 96 de 10/04/1883) é do Zé das Quintas (em "nota do editor" sugere-se que seja o pseudónimo de Pedro Santos) que conta como a sua filha Maria, depois de ler os folhetins, ficou interessada em ser inscrita na agência e em casar. Faz o elogio das qualidades da filha e menciona também uma outra, Helena, pois "Quero ver bem amparadas/As filhas que Deus me deu".

Estas cartas denotam um certo brejeirismo, ironia, mostram um tipo de folhetim que se destinava sobretudo a divertir e entreter.

Luiz d' Ornelas Pinto Coelho

Deste poeta, jornalista e polemista, cujos trabalhos poéticos se encontram coleccionados nos volumes Harpa Madeirense, Funchal, 1896; Flores da Madeira, 1899, Folhas Dispersas, Funchal, 1899; Reacção e Progresso, folheto, afora muitas outras poesias dispersas(10) encontrámos:

Analisando superficialmente os seus poemas podemos considerar que ele pertence à Geração de 1870: "Grupo de jovens intelectuais do final do século XIX liderado ideologicamente por Antero de Quental e José Fontana e do qual fizeram parte alguns dos maiores escritores da História da Literatura portuguesa, como Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Téofilo Braga e Guerra Junqueiro, formou o essencial da chamada geração de 70.

Iluminados por ideias inovadoras que beberam da cultura europeia, sobretudo da francesa, irão opôr-se a um governo monárquico cada vez mais contestado nos finais da centúria. Racionalistas, herdeiros do positivismo de Comte, do idealismo de Hegel e do socialismo utópico de Proudhon e Saint-Simon, protagonizaram uma autêntica revolução cultural no nosso País, agitando consciências e poderes estabelecidos. São disso exemplo a Questão Coimbrã e as Conferências do Casino. Esta revolução cultural acabou por desembocar numa revolução política: a instauração da República, a 5 de Outubro de 1910.

É contra todas estas condições (que contrastavam com o avanço no resto da Europa) que surge a Geração de 70, um grupo de estudantes universitários coimbrãos que, por volta de 1865, se insurge sobretudo contra o exagero caduco e balofo do gosto ultra-romântico, contra o monopólio de António Feliciano de Castilho.

Denota-se no grupo a influência do socialismo utópico com laivos republicanos e uma influência francesa muito forte, de pendor anti-clerical. As facetas comuns à modernidade do século XIX também estão presentes, nas facetas racionalista e positivista, ao estilo de Augusto Comte, e na prevalência dos valores expressos em obras como as "Origens do Cristianismo", de Renan"(11).

Conclusão

De todos os jornais consultados conclui-se que o folhetim, que no início da sua existência versava sobre assuntos da Madeira (descrição de arraiais, de récitas, de saraus, de representações teatrais) passou depois a alargar o leque dos seus temas transformando-se em folhetim-carta, folhetim romanesco, romance-folhetim, folhetim-crónica, folhetim-poema, folhetim didáctico e folhetim científico.

Anexos

Anexo 1

A:

Académico (O). Publicação quinzenal dos alunos do nosso liceu. Saiu de 1 de Dezembro de 1884 a 22 de Dezembro de 1887, tendo sido publicados 75 números. Aurora Literária (A). Jornal literário, de que se publicaram seis números de 1 de Fevereiro a 1 de Maio de 1808. Era redigido pelos alunos do liceu desta cidade. Com o mesmo título publicou-se outro jornal, de que também só saíram seis números, sendo o primeiro a 2 de Abril de 1875. Combate (O). Publicaram-se 73 numeros deste jornal, tendo saído o primeiro numero a 14 de Janeiro de 1890 e o último a 16 de Outubro do mesmo ano. Districto do Funchal (O). Principiou a publicar-se a 16 de Janeiro de 1864 e terminou a 5 de Agosto de 1865, tendo saído 66 números. Outro jornal do mesmo título se publicou de 24 de Maio de 1877 a 24 de Abril de 1878, tendo saído 23 números. Durante muitos anos foi Francisco Antonio Ferreira o redactor principal deste jornal. Echo Académico. Saíram poucos números, publicando-se o primeiro a 21 de Novembro de 1896Echo de Santa Cruz. Saiu o primeiro numero a 24 de Setembro de 1877 e o numero 14 a 30 de Março de 1878. Era composto e impresso na vila de Santa Cruz e foi o primeiro jornal que na Madeira se publicou fora da capital do distrito. Espora (A). Começou a publicar-se este jornal a 5 de Junho de 1891 e terminou a 22 de Fevereiro de 1892, tendo saído 72 números. Estrella Literaria. Jornal literário, tendo saído 25 números, sendo o primeiro a 1 de Janeiro de 1874. Estudante (O). Deu 3 números, saindo de 2 de Fevereiro a 2 de Março de 1890. Luz (A). Publicaram-se setenta e seis números deste Jornal, de 21 de Maio de 1881 a 4 de Novembro de 1882. Com o mesmo título, apareceu a 6 de Fevereiro de 1918 um outro jornal, que ainda se publica (1921). Recreio (O). Deu este Jornal 25 números, de 1 de Maio de 1863 a 13 de Julho de 1864, sendo redigido pelos alunos do nosso liceu. Saíram 43 números dum jornal que, com o mesmo título, se publicou de 19 de Setembro de 1897 a 10 de Julho de 1898. Religião e Progresso. Publicou-se o primeiro numero a 15 de Novembro de 1879 e o ultimo, que foi o 44.°, a 17 de Novembro de 1880. Voz Publica (A). Este jornal publicou-se desde 20 de Janeiro a 6 de Setembro de 1896, tendo dado trinta e seis números. (SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, Elucidário Madeirense, fac-símile da edição de 1946, DRAC, Funchal, 1984).

B:

Diário da Madeira. Publicou-se desde 3 de Novembro de 1880 a 15 de Dezembro de 1881, saindo 281 números. Com o mesmo título, começou a sair outro jornal no dia 1 de Janeiro de 1912, que ainda actualmente se publica. Foi seu primeiro director Francisco Bento de Gouveia, e seguidamente o Dr. Juvenal Henriques de Araújo e o major J. Reis Gomes. Diário da Manhã. O primeiro número publicou-se a 8 de Julho de 1882 e o ultimo que foi o numero 129, a 7 de Dezembro do mesmo ano. Diário da Tarde. Saíram 305 números deste jornal, sendo o primeiro a 17 de Dezembro de 1881 e o ultimo a 30 de Dezembro de 1882. Diário do Funchal. Iniciou a sua publicação a 5 de Novembro de 1877 e terminou com o n.º 200, a 14 de Julho de 1878. Districto (O). Saiu de 25 de Maio de 1893 a 22 de Junho de 1904, publicando-se 346 números. Imparcial (O). Começou este jornal a publicar-se a 14 de Abril de 1840 e suspendeu a 20 de Junho de 1846, tendo saído 300 números. Com o mesmo título se publicou outro jornal, que deu 40 números, desde 8 de Julho a 21 de Novembro de 1889. Saiu um jornal com igual título a 3 de Dezembro de 1916, dando porém poucos números. Jornal da Manhã. Publicaram-se cento e vinte e oito números deste jornal, tendo saído o primeiro numero a 6 de Fevereiro e o ultimo a 22 de Agosto de 1887. Jornal de Noticias. Saíram cento e oito numeros, de 31 de Março a 23 de Agosto de 1886. Jornal do Povo. Começou a publicar-se a 22 de Janeiro de 1888 e suspendeu a 10 de Janeiro de 1890, tendo saído cento e dezassete números. Lei (A). 0 primeiro jornal com este título, que se publicou no Funchal, apareceu a 11 de Julho de 1861, tendo dado vinte e sete números, sendo o último a 25 de Janeiro de 1862. Dois outros periódicos com o mesmo título apareceram posteriormente nesta cidade, tendo dado o primeiro cento e trinta números, desde 6 de Dezembro de 1873 a 20 de Junho de 1877, e o segundo noventa e sete números, tendo sido publicado o primeiro número a 27 de Abril de 1879. Lucta (A). Saíram dois jornais com este título, sendo o primeiro a 11 de Fevereiro de 1888 e terminando a publicação a 1 de Julho de 1894, com o numero 319, e o segundo a 5 de Janeiro de 1896, dando 26 números, o ultimo dos quais a de Junho do mesmo ano. Ordem (A). Deu o primeiro numero a 5 de Janeiro de 1852 e o ultimo a 1 de Setembro de 1860. Teve duas series: a primeira de duzentos e trinta e cinco e a segunda de cento e noventa e oito numeros. Publicava-se aos sabados. Povo (O). Começou a publicar-se a 1 de Janeiro de 1883 e suspendeu a 4 de Fevereiro de 1888 dando 260 numeros. Outro periodico com o mesmo titulo iniciou a sua publicação a 31 de Janeiro de 1907 e suspendeu a 30 de Setembro de 1917, dando 1248 numeros. Publicava-se semanalmente, mas de 15 de Dezembro de 1910 a fins de Outubro de 1913 foi jornal diario. Reclame (O). Saíram 320 números, publicando-se o primeiro número a 21 de Novembro de 1889 e o ultimo a 9 de Junho de 1891. Verdade (A). O primeiro numero deste jornal católico, que durou alguns anos, apareceu a 23 de Janeiro de 1875. Em 1915, apareceu outro periódico com mesmo nome, que deu o primeiro numero a 1 de Maio, terminando com o n.° 216, a 3 de Novembro de 1919. Voz do Povo (A). Este semanário, de que foi redactor José Marciano da Silveira, deu o primeiro numero a 17 de Maio de 1860 e acabou com o numero de 1344, a 15 de Outubro de 1877. Em 1911, apareceu um outro jornal com o mesmo nome, que deu 59 números, o primeiro a 1 de Outubro e o ultimo a 10 de Dezembro.

C:

Diário de Notícias - O primeiro periódico que se publicou nesta cidade foi o Patriota Funchalense, em 1821, que era bi-semanal e 55 anos depois saiu o primeiro jornal quotidiano - o Diário de Noticias, - que deu o seu primeiro numero a 11 de Outubro de 1876. É o jornal mais antigo da Madeira e aquele que entre nós tem tido mais larga e prospera existência.

Anexo 2

Folhetim(12)

Carta que bem pode servir de folhetim se o respeitavel publico estiver por isso.

Apertos em que se vê, quem promete sem saber o quê. De como se prova que todos os inventores de linguagem deviam fazer folhetins. Infolhetinabilidade do Funchal. E acaba a carta do melhor modo possível, ficando ao auctor a sonhar e o público talvez a dormir.

Amigo Redactor

Recostado molemente em amplo sophá, gosava das perguiçosas delicías do dolce farniente, quando a vossa voz, intimando-me para vos apresentar um folhetim, veio, qual trombeta de jericó, desfazer pedra por pedra o edifício gigantesco de perguiça, em que me acastellei durante este longo período de estio, em que a elite da sociedade Funchalense está hibernando e descançando das fadigas do inverno, preparando-se para os arduos trabalhos que se aproxima.

Confesso-vos ingenuamente, meo caro Redactor, que a não ser um resto desses brios que ainda se encontram nos habitantes desta terra de Gomes, Castros e Albuquerques, faltava vergonhosamente à palavra que impensadamente dei de fazer um folhewtim para a estreia do vosso jornal, e piamente creio, que, attentando bem nos motivos da minha falta, m'a relevarieis.

Vós não soubesteis o que me pedisteis, e eu não soube o que prometi.

O Funchal, sendo em todo uma terra tão a pár do progresso, é, aqui entre nós, uma terra infolhetinazável.

Quereis a prova?

Sabeis que, tanto em escripta como em conversação, ninguém pode falar senão em eu, tu ou elle. Isto é, em mim, em ti ou n'elle.

Os culpados são os malditos inventores da nossa e de todas as línguas, que pozeram só três pessoas em cada tempo dos verbos (aposto que nunca fizeram folhetins). É daqui que nascem os apertos em que se vê o folhetinista nesta muito nobre e leal cidade do Funchal.

Eis o caso:

Como se vê no fatal dilema de fallar de si, de el ou d'elles tem de escolher entre três alvitres.

Se escolhe o primeiro e cabe em falar de si, acontece-lhe o que acontece a todas as pessoas nervosas quando ouvem os pronomes pesoaes eu, de mim, etc., etc., que designam a pessoa que falla ou escreve, que trahem sempre uma vaidade ridícula em quem os emprega, sentem violentas crispações nervozas, e pode ter a certeza de se enfadar a si próprio, a ti e a elles. Se quer fallar na segunda pessoa não estarieis vós por isso, creio eu. O caso porem mais serio seria se o triste folhetinista cahisse em fallar n'elles.

Quem a tal se atrevesse podia desde logo munir-se de dardos, sabres e adagas, que em torno de si veria surgir um cardume de inimigos de lança em riste, promptos a immolarem o pobre folhetinista no altar da sua vingança; e ainda que, ficando assim no estado de guerra, estivesse no estado natural segundo a opinião de Hobbes, e caminhasse para a perfeição, segundo Pufendorf, contudo eu nem desejo esta naturalidade, nem chegar à perfectibilidade, tendo de caminhar por uma vereda tão escabrosa.

No entanto, suppondo mesmo que haja quem queira transpor todos estes obstáculos, que lhe acontece? Quer fallar e não tem em quê.

"Que assumptos quereis que o pobre homem folhetinize de uma terra aonde eu corro irresistivelmente à minha janela se por baixo d' ella sinto passar um cavalleiro; ou onde a passagem de um cabriolet por essas ruas é um acontecimento que alborota metade da cidade?

E não me achaes razão para proclamar a infolhetinabelidade do Funchal?

A culpa porem não a tem ninguem. Tem-n'a o clyma.

O Folhetim é uma planta parasita, que só se alimenta no centro das grandes cidades, aquecido pelo calor dos salões, animado pelo espírito de amplas conversações e embalado pelo reunido d'esses orbes in urbes (desculpe o latinorio), e que seca e definha neste clyma temperado e uniforme, nesta suave quietação que aqui se goza, e se mirra entre a vida placida, pautada e regrada dos nossos provincianos.

Nesta terra não ha senão um folhetim possível - é o folhetim phantastico, aerio, chimerico, sem ordem nem nexo, nem logica (até a gramatica se lhe dispensa) - em fim delirio?"

E termina o folhetim descrevendo uma paisagem paradisíaca.

Anexo 3

O Direito

Anexo 4

A Madeira:

1894: os exemplos encontrados foram: "O Leito" de Henry Lovedaw; "No Céu (lenda provençal imitada)" de A. Daudet; "Casa enfeitiçada" de W.; "Os direitos do coração" de Philippe Tonelhi; "Primeiro amor" de T. de Banville; "Aly, o justo" de Judith Gautier; "Orphams" de José Severiano de Resende; "Por causa de um dente" de Henri Germain; "A Mãe" de Camille Lemonnie; "Feia" de A. F. de Ornelas; "O presente de vovô" de M. A.; "História de um espectro" de L. de Tonscan; "Os cegos" de Coelho Neto; "Uma história verdadeira" de Oudam; "Uma ladra" de Julião Ber de Turique; "História de uma toutinegra", sem autor; "O coração da Sra. de Trueba" de M. Martinez Barrionuevo e "Romance de um zangão" de C(85).

Anexo 5

(O) Diário do Commercio:

Anexo 6

Diário Popular:

Notas

  1. "Foi no tempo do Consulado e com o abade Geoffroy que apareceu o folhetim. Até então, as notícias literárias eram insertas no corpo do jornal. Ao instalar a sua crítica dramática no "rodapé" do Jornal dos Debates, Geoffroy atraiu para esta novidade a atenção dos leitores. Todos os jornais quiseram então ter o seu, e a voga do folhetim tornou-se tal que, no dia em que ele faltava, o jornal parecia vazio; encheu-se o vácuo com o romance-folhetim, tornado ilustre pelo espírito ou invenção de Eugène Sue, Alexandre Dumas, e de seus sucessores, Ponson du Terrail, Xavier de Montépin, Émile Richebourg, Jules Méry, etc. O romance-folhetim que diverte e prende o leitor, desempenha um grande papel, sobretudo na imprensa popular. Em Portugal, distinguiram-se como folhetinistas, e publicaram artigos de crítica teatral, literária e científica, os seguintes: Lopes de Mendonça, Júlio César Machado, Barão de Roussado, visconde de Benalcanfor, Eduardo Coelho, Alberto Pimentel, Camilo, Mariano Fróis, etc. Eça de Queirós publicou muitos dos contos em folhetins e foi assim também publicada a obra O Mistério da Estrada de Sintra, escrita de colaboração com Ramalho Ortigão. O êxito do cinematógrafo levou os folhetinistas a uma adaptação nova do romance-folhetim: o folhetim-cinematográfico, dividido em episódios cujas cenas eram projectadas à medida que se publicavam no jornal. (Os Mistérios de Nova Iorque, foi o primeiro folhetim-cinematográfico aparecido em Portugal.)" - Lello Universal, Lello & Irmão Editores, Porto, 1993.
  2. Direito (O): o primeiro número saiu a 21 de Outubro de 1857 e o último, que foi o 93, a 7 de Agosto de 1859. Foi seu redactor Pedro Maria Gonçalves de Freitas. Saiu outro jornal com o mesmo título, que se publicou com várias intermitências, durante algumas dezenas de anos, sendo seu fundador e redactor principal o escritor madeirense João Augusto de Ornelas. Saiu o primeiro número a 2 de Novembro de 1859. Outra série do mesmo jornal, que julgamos ser a quarta, se publicou de 20 de Abril de 1902 (n.º 2511) a 11 de Janeiro de 1911 (n.º 5060). (SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, Elucidário Madeirense, fac-símile da edição de 1946, DRAC, Funchal, 1984).
  3. Diário do Commercio: publicou-se o primeiro número a 1 de Outubro de 1891 e o ultimo a 8 de Setembro de 1896, tendo saído 1448 números. Passou depois a chamar-se "O Diário do Commercio" - O primeiro número saiu a 9 de Setembro de 1896 e o último, que foi o número 4023, a 12 de Maio de 1911. Durante muitos anos foi Francisco António Ferreira o redactor principal deste jornal. Diário do Commercio (O). O primeiro número saiu a 9 de Setembro de 1896 e o último, que foi o número 4023, a 12 de Maio de 1911. (SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, Elucidário Madeirense, fac-símile da edição de 1946, DRAC, Funchal, 1984).
  4. Madeira (A): saíram quarenta e três números d'este jornal, de 2 de Abril de 1857 a 30 de Janeiro de 1858, sendo seus redactores João de Sant'Ana e Vasconcelos e o Dr. Alvaro Rodrigues de Azevedo. Com o mesmo titulo, se publicou outro jornal, que deu vinte e três números, desde 16 de Junho a 22 de Setembro de 1894. A 30 de Abril de 1897, começou a publicar-se um jornal com igual titulo, que suspendeu a 13 de Dezembro de 1899, tendo saído duzentos e cinquenta e nove números. Foram seus redactores Francisco Gomes de Gouveia Junior e padre Fernando A. Silva. (SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, Elucidário Madeirense, fac-símile da edição de 1946, DRAC, Funchal, 1984).
  5. Diário Popular: iniciou a sua publicação a 18 de Dezembro de 1882 e suspendeu a 25 de Novembro de 1888, tendo saído 282 números. Saiu outro jornal com o mesmo nome a 1 de Julho de 1897, cuja publicação suspendeu a 24 de Dezembro de 1911, tendo dado 137 números. (SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, Elucidário Madeirense, fac-símile da edição de 1946, DRAC, Funchal, 1984).
  6. RODRIGUES, Ernesto - Mágico Folhetim - literatura e jornalismo em Portugal, Lisboa, Notícias Editorial, 1ª. Edição, 1998.
  7. RODRIGUES, Ernesto, ob. cit. p.292.
  8. RODRIGUES, Ernesto, ob. cit. p.339.
  9. CLODE, Luiz Peter, Registo Bio-Bibliográfico de Madeirenses Secs. XIX e XX, edição da Caixa Económica do Funchal, p.379.
  10. "A Geração de 1870" em http://www.citi.pt/cultura/temas/frameset_1870.html.
  11. Folhetim d'O Direito n.º 1 de 21 de Outubro de 1857.
  12. Desde o número 845 de 26/05/1877 a 894 de 24/04/1878.
  13. Desde o número 895 de 29/04/1878 a 1048 de 13/01/1880.
  14. Desde o número 1033 de 13/11/1879 a 1037 de 02/12/1879.
  15. No número 866 de 20/10/1877.
  16. No número 999 de 12/07/1879.
  17. "A Liberdade e o Absolutismo", n.º 876 de 17/12/1877 e "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", n.º 904 de 05/06/1878 e "Quadros Sociaes", n.º 926 de 13/09/1878.
  18. Do nº. 897 de 09/05/1878 a 901 de 24/05/1878.
  19. "O Ultraromantismo na Diocese do Funchal" (n.º 843 de 13/05/1877); " A Inquisição e o Bispo" (n.º 920 de 20/08/1878) e " O Bispo" (n.º 980 de 03/05/1879).
  20. "Aos Pessimistas" de Arsenia de Bettencourt Miranda (n.º 831 de 10/02/1877); "As mulheres que trabalham", sem autor (n.º 877 de 24/12/1877) e "O Christianismo e a Mulher" de Alves Mendes (n.º 958 de 30/01/1879).
  21. n.º 836 de 17/03/1877 e n.º 844 de 20/05/1877, respectivamente.
  22. n.º 837 a 842 de 27/03/1877 a 05/05/1877, n.º 1006 e 1009 de 06/08/1879 e 16/08/1879 e n.º 1013 a 1019 de 30/08/1879 a 20/09/1879, respectivamente.
  23. n.º 954 de 16/01/1879.
  24. n.º 872 e 875 de 22/11/1877 e 10/12/1877, n.º 931 e n.º 932 de 03/10/1878 e 07/10/1878, respectivamente.
  25. n.º 997 de 03/07/1879.
  26. n.º 895 de 29/04/1878.
  27. n.º 1054 de 05-02-1880, n.º 1077 de 01/05/1880, n.º 1080 de 12/05/1880, n.º 1082 de 19/05/1880, n.º 1137 de 24/11/1880, n.º 1138 de 27/11/1880, n.º 1140 de 04/12/1880, n.º 1141 de 08/12/1880, n.º 1143 de 15/12/1880, n.º 1145 de 22/12/1880, respectivamente.
  28. n.º 1070 de 07/04/1880, n.º 1087 de 05/06/1880 e n.º 1088 de 09/06/1880.
  29. n.º 1049 a 1136 de 16/01/1880 a 20/11/1880 e n.º1137 a 1162 de 24/11/1880 a 23/02/1880, respectivamente.
  30. n.º 1163 a 1228 de 26/02/1881 a 19/10/1881 e n.º 1229 a 1311 de 22/10/1881 a 05/08/1882, respectivamente.
  31. n.º 1197 de 02/07/1881.
  32. n.º 1193 de 15/06/1881, n.º 1209 de 13/08/1881 e n.º 1190 de 04/06/1881, respectivamente.
  33. n.º 1191 de 08/06/1881.
  34. n.º 1211 de 20/08/1881, n.º 1231 de 29/10/1881 e n.º 1240 de 30/11/1881.
  35. n.º 1200 de 13/07/1881 e n.º 1201 e 1203 de 16/07/1881 e 23/07/1881.
  36. n.º 1170 de 23/03/1881, n.º 1194 de 18/06/1881, n.º 1202 e 1203 de 20/07/1881 e 23-07-1881 e n.º 1235 de 12/11/1881, respectivamente.
  37. n.º 1152 de 19/01/1881 e n.º 1168 de 16/03/1881.
  38. n.º 1215 de 03/09/1881.
  39. n.º 1312 a 1367 de 09/08/1882 a 21/02/1883.
  40. n.º 1246 a 1250 de 21/12/1881 a 07/01/1882, n.º 1264 de 22/02/1882, n.º 1266 de 01/03/1882, n.º 1267 e 1269; 04/03/1882 e 19/03/1882, n.º 1273 de 22/03/1882, n.º 1289 de 20/05/1882, n.º 1298 e 1301; 21/06/1882 e 01/07/1882 e n.º 1314 a 1319; 16/08/1882 a 02/09/1882, respectivamente.
  41. n.º 1369 a 1408 de 28/02/1883 a 16/07/1883.
  42. n.º 1409 a 1425 de 21/07/1883 a 15/09/1883 e n.º 1426 a 1479 de 19/09/1883 a 26/03/1884, respectivamente.
  43. n.º 1371 de 07/03/1883 e n.º 1419 de 25/08/1883, respectivamente.
  44. n.º 1365 de 14/02/1883, n.º 1368 de 24/02/1883, n.º 1369 a 1370 de 28/02/1883 a 03/03/1883, n.º 1372 de 10/03/1883, n.º 1377 de 31/03/1883 e n.º 1413 de 04/08/1883, respectivamente.
  45. n.º 1480 a 1528 de 29/03/1884 a 17/09/1884 e n.º 1529 de 20/09/1884.
  46. n.º 1465 de 09/02/1884 e n.º 1546 a 1557 de 10/11/1884 a 31/12/1884, respectivamente.
  47. n.º 1455 de 01/01/1884.
  48. n.º 1558 de 03/01/1885.
  49. n.º 1559 a 1562 de 07/01/1885 a 17/01/1885, n.º 1563 a 1567 de 21/01/1885 a 04/02/1885 e 1576 a 1581 de 07/03/1885 a 21/03/1885, n.º 1568 a 1570 de 07/02/1885 a 14/02/1885, n.º 1571 a 1575 de 18/02/1885 a 04/03/1885 e n.º 1582 a 1586 de 25/03/1885 a 11/04/1885, respectivamente.
  50. n.º 1587 a 1589 de 15/04/1885 a 22/04/1885, n.º 1618 de 01/08/1885 e n.º 1628 a 1657 de 05/09/1885 a 16/12/1885, respectivamente.
  51. Inicia/se no n.º 1590 de 25/04/1885, é interrompido no n.º 1624 de 22/08/1885 e retomado no n.º 1630 de 09/09/1885, é depois alternado com "Espinhos e Rosas" J. A. Ornellas e nunca é terminado.
  52. n.º 1608 de 27/06/1885, n.º 1612 de 11/07/1885 e n.º 1625 a 1627 de 26/08/1885 a 02/09/1885.
  53. n.º 1593 de 06/05/1885 e n.º 1645 de 31/10/1885, respectivamente.
  54. n.º 1661 de 01/01/1886, n.º 1670 de 02/02/1886, n.º 1721 de 18/08/1886 e n.º 1730 de 18/09/1886, respectivamente.
  55. n.º 1669 de 30/01/1886 e n.º 1723 de 25/08/1886, respectivamente.
  56. n.º 1695 de 03/05/1886.
  57. n.º 1724 de 28/08/1886.
  58. n.º 1716 de 31/07/1886 e 1720 de 14/08/1886, n.º 1722 de 21/08/1886 e n.º 1725 de 01/09/1886, respectivamente.
  59. n.º 1726 a 1784 de 04/09/1886 a 30/03/1887.
  60. n.º 1762 de 12/01/1887, n.º 1785 de 02/04/1887, n.º 1786 de 06/04/1887, n.º 1787 de 3 /04/1887; n.º 1798 de 21/05/1887; n.º 1800 a 1801 de 28/05/1887 a 01/06/1887, n.º 1802 de 04/06/1887, n.º 1807 de 22/06/1887, n.º 1818 de 30/07/1887, n.º 1833 de 21/09/1887, respectivamente.
  61. n.º 1791 a 1797 de 27/04/1887 a18/05/1887, n.º 1803 a 1804 de 08/06/1887 a 11/06/1887, n.º 1805 a 1806 de 15/06/1887 a 18/06/1887 n.º 1808 a 1810 de 25/06/1887 a 02/07/1887, n.º 1812 a 1815 de 09/07/1887 a 20/07/1887, n.º 1819 a 1821 de 03/08/1887 a 10/08/1887, n.º 1827 a 1831 de 30/08/1887 a 14/09/1887, respectivamente.
  62. n.º 1759 de 01/01/1887 e n.º 1774 de 22/02/1887, respectivamente.
  63. n.º 1823 a 1833 de 17/08/1887 a 21/09/1887.
  64. n.º 1830 de 10/09/1887.
  65. n.º 1817 de 27/07/1887 e n.º 1836 a 1837 de 01/10 a 05/10/1887, respectivamente.
  66. n.º 1916 de 14/07/1888, n.º 1918 de 21/07/1888, n.º 1933 de 15/09/1888 e n.º 1951 de 17/11/1888, n.º 1921 a 1979 de 04/08/1888 a 02/03/1889 e n.º 1888 a 1895 de 07/04/1888 a 03/05/1888 e n.º 1896 a 1901 de 05/05/1888, respectivamente.
  67. n.º 1980 a 1986 de 07/03/1889 a 28/03/1889, n.º 1988 a 2057 de 04/04/1889 a 07/12/1889 e n.º 2058 a 2095 de 12/12/1889 a 26/04/1890, respectivamente.
  68. n.º 1987 de 30/03/1889 e n.º 1992 de 18/04/1889, respectivamente.
  69. Inicia-se no n.º2096 de 01/05/1890, interrompe-se no n.º 2148 de 01/11/1890 e volta no n.º 2151 de 13/11/1890 na 2.ª pág, voltando posteriormente à 1.ª e não aparecendo por vezes; e interrompendo-se definitivamente, nunca tendo sido terminado.
  70. n.º 2190 de 14/03/1891; n.º 2206 de 30/05/1891, n.º 2212 de 20/06/1891, n.º 2216 de 04/07/1891 e n.º 2234 de 05/09/1891 e n.º 2239 de 23/09/1891, respectivamente.
  71. n.º 2259 de 02/12/1891, n.º 2260 de 05/12/1891 e n.º 2261 de 10/12/1891, n.º 2254 de 14/11/1891, n.º 2257 de 25/11/1891, n.º 2263 de 16/12/1891 e n.º 2238 de 19/09/1891, respectivamente.
  72. n.º 2208 de 06/06/1891, n.º 2225 de 05/08/1891, n.º 2231 de 26/08/1891, n.º 2237 de 16/09/1891, n.º 2248 de 24/10/1891, n.º 2252 de 07/11/1891, n.º 2256 de 21/11/1891, n.º 2217 a 2223 de 09/07/1891 a 29/07/1891 e n.º 2171 a 2175 de 24/01/1891 a 07/02/1891, respectivamente.
  73. n.º 2230 de 22/08/1891, n.º 2232 de 29/08/1891 e n.º 2264 de 19/12/1891.
  74. n.º 2204 de 23/05/1891.
  75. n.º 2294 de 06/04/1892, n.º 2328 de 06/08/1892; n.º 2322 de 16/07/1892; n.º 2334 de 27/08/1892; n.º 2338 de 10/09/1892; n.º 2272 de 20/01/1892; n.º 2333 de 24/08/1892; n.º 2305 de 27/04/1892; n.º 2368 de 24/12/1892; n.º 2308 de 28/05/1892; n.º 2319 de 06/07/1892; n.º 2317 de 29/06/1892; n.º 2326 de 30/07/1892; n.º 2309 de 01/06/1892; n.º 2318 de 02/07/1892; n.º 2345 de 05/10/1892; n.º 2306 de 21/05/1892 e n.º 2295 de 09/04/1892, respectivamente.
  76. n.º 2300 a 2302 30/04/1892 a 07/5/1892; n.º 2314 e 2316 19/06/1892 e 26/06/1892; n.º2269 a 2270 10/01 a 13/01/1892; n.º2325 27/07/1892 e n.º 2320 09/07/1892, respectivamente.
  77. n.º 2277 de 06/02/1892; n.º 2288 de 16/03/1892; n.º 2268 de 07/01/1892; n.º 2270 de 13/01/1892; n.º 2276 de 04/02/1892; n.º 2279 de 13/02/1892; n.º 2290 de 23/03/1892 e n.º 2299 de 27/04/1892 respectivamente.
  78. n.º 2296 de 12/04/1892; n.º 2323 de 20/07/1892; n.º 2337 de 07/09/1892; n.º 2342 de 24/09/1892 e n.º 2350 de 22/10/1892, respectivamente.
  79. n.º 2299 de 27/04/1892 e n.º 2277 de 06/02/1892.
  80. n.º 2391 de 18/03/1893; n.º 2400 a 2401 de 22/04/1893 a 26/04/1893; n.º 2422 de 13/07/1893; n.º 2425 a 2427 de 23/07/1893 a 30/07/1893; n.º 2424 de 20/07/1893; n.º 2427 a 2429 de 30/07/1893 a 06/08/1893; n.º 2430 de 10/08/1893, respectivamente.
  81. n.º 2394 de 30/03/1893; n.º 2394 de 30/03/1893 e n.º 2390 de 15/03/1893.
  82. n.º 2396 a 2400 de 08/04/1893 a 22/04/1893; n.º 2404 a 2407 de 10/05/1893 a 20/05/1893 e n.º 2430 de 01/11/1893 a 2510 de 31/12/1893 respectivamente.
  83. n.º 2414 a 2418 de 15/06/1893 a 29/06/1893; n.º 2369 de 01/01/1893; n.º 2419 a 2420 de 02/07/1893 a 06/07/1893; n.º 2408 a 2413 de 24/05/1893 a 11/06/1893 e n.º 2421 de 09/07/1893, respectivamente.
  84. 1894 - números: 1 de 16/06; 2 a 3 de 21 a 24/06; 4 de 28/06; 5 de 04/07; 6 de 07/07; 7 a 8 de 11 a 14/07; 9 de 18/07; 10 de 25/07; 11 de 28/07; 12 de 01/08; 13 de 04/08; 14 a 15 de 09 a 11/08; 16 de 18/08; 17 de 18/08; 18 de 27/08; 19 de 01/09; 20 de 06/09 e 21 a 23 de 10 a 22/09, respectivamente.
  85. n.º 323 a 326 de 01/11/1892 a 05/11/1892; n.º 878 de 23/09/1894 e n.º 1176 a 1179 de 01/10/1895 a 04/10/1895, respectivamente.
  86. n.º 137 a 138 de 15/03/1892 a 16/03/1892, n.º 146 a 147 de 27/03/1892 a 29/03/1892, n.º 149 de 31/03/1892, n.º 311 de 26/09/1897; n.º 1324 de 02/04/1896 e n.º 209 a 212 de 16/06/1892 a 21/06/1892, respectivamente.
  87. n.º 881 de 16/09/1899.
  88. n.º 1 a 82 de 01/10/1891 a 09/01/1892; n.º 89 a 132 de 17/01/1892 a 09/03/1892; n.º 133 a 223 de 10/03/1892 a 06/07/1892; n.º 224 a 286 de 07/07/1892 a 19/09/1892; n.º 287 a 557 de 20/09/1892 a 23/08/1893; n.º 268 a 275 de 07/08/1897 a 15/08/1897; n.º 276 de 17/08/1897; n.º 596 a 637 de 07/10/1893 a 25/11/1893; n.º 562 a 595 de 29/08/1893 a 06/10/1893; n.º 640 a 726 de 29/11/1893 a 22/03/1894; n.º 755 a 1105 de 01/04/1894 a 09/07/1895; n.º 1101 a 191 de 04/07/1895 a 01/05/1897; n.º 189 a 945 2de 9/04/1899 a 01/12/1899 e n.º 860 23/08/1899, respectivamente.
  89. n.º 86 a 88 de 14/01/1892 a 16/01/1892, n.º 84 a 85 de 12/01/1892 a 14/01/1892 e n.º 729 de 22/03/1894, respectivamente.
  90. n.º 62 de 27/02/1883; n.º 67 de 04/03/1883; n.º 69 de 06/03/1883, n.º 74 de 11/03/1883; n.º 81 de 20/03/1883; n.º 84 de 25/03/1883; n.º 88 de 31/03/1883; n.º 96 de 10/04/1883, n.º 52 de 17/02/1883; n.º 66 de 03/03/1883; n.º 80 de 18/03/1883 respectivamente.
  91. n.º 6 de 23/12/1882; n.º 38 de 02/02/1883; n.º 49 de 14/02/1883; n.º 86 a 87 de 29/03/1883 a 30/03/1883; n.º 127 de 19/05/1883 e n.º 157 de 27/06/1883, respectivamente.
  92. n.º 122 a 123 de 12/05/1883 a 13/05/1883; n.º 130 a 131 de 23/05/1883 a 24/05/1883; n.º 39 de 04/02/1883, n.º 44 de 09/02/1883, n.º 64 a 65 de 01/03/1883 a 02/03/1883, n.º 71 a 72 de 08/3/1883 a 09/03/1883; n.º 94 a 95 de 07/04/1883 a 08/04/1883; n.º 97 a 98 de 11/04/1883 a 12/04/1883; n.º 101 e 102 de 15/04/1883 e 17/04/1883; n.º 125 a 126 de 17/05/1883 a 18/05/1883, n.º 134 de 29/05/1883, n.º 140 a 143 de 07/06/1883 a 09/06/1883, n.º 147 de 15/06/1883, n.º 150 a 151 de 19/06/1883 a 20/06/1883, n.º 58 a 59 de 23/02/1883 a 24/02/1883, n.º 144 a 145 de 12/06/1883 a 13/06/1883, n.º 50 de 15/02/1883, n.º 148 de 16/06/1883, n.º 158 de 28/06/1883, n.º 161 de 03/07/1883, n.º 163 de 05/07/1883, n.º 165 de 07/07/1883, respectivamente.
  93. n.º 11 de 03/01/1883, n.º 23 de 18/01/1883 e n.º 31 de 26/01/1883, n.º 28 de 23/01/1883; n.º 45 de 10/02/1883 e n.º 57 de 22/02/1883; n.º 61 de 26/02/1883, n.º 78 de 15/03/1883, n.º 29 de 24/01/1883, n.º 41 de 06/02/1883, n.º 42 de 07/02/1883, n.º 43 de 08/02/1883, n.º 51 de 16/02/1883, n.º 77 de 14/03/1883, n.º 82 a 83 de 21/03/1883 a 22/03/1883, n.º 85 de 28/03/1883, n.º 91 de 04/04/1883, n.º 99 a 100 de 13/04 a 14/04/1883, n.º 104 de 19/04/1883, n.º 110 de 26/04/1883, n.º 115 de 03/05/1883, n.º 116 de 05/05/1883, n.º 117 de 06/05/1883, n.º 120 de 10/05/1883, n.º 121 e n.º 160 de 11/05/1883 e 01/07/1883, n.º 129 de 22/05/1883, n.º 133 de 27/05/1883, n.º 138 de 03/06/1883, n.º 146 de14/06/1883, n.º 159 de 29/06/1883, n.º 282 de 25/11/1883, n.º 13 de 05/01/1883, n.º 56 de 21/02/1883, n.º 73 de 10/03/1883, n.º 89 de 01/04/1883, n.º 92 de 05/04/1883, n.º 105 de 20/04/1883, n.º 111 a 113 de 27/04/1883 a 29/04/1883, n.º 124 de 16/05/1883, n.º 128 de 20/05/1883, n.º 135 de 30/05/1883, n.º 152 de 21/06/1883, n.º 154 a 155 de 23/06/1883 a 24/06/1883, n.º 156 de 26/06/1883 e n.º 164 de 06/07/1883, respectivamente.
  94. n.º 8 de 29/12/1882, n.º 32 de 27/01/1883, n.º 35 de 30/01/1883, n.º 46 de 11/02/1883, n.º 48 de 13/02/1883, n.º 63 de 28/02/1883, n.º 76 de 13/03/1883, n.º 90 de 03/04/1883, n.º 93 de 06/04/1883, n.º 54 de 19/02/1883, n.º 70 de 07/03/1883, n.º 90 de 03/04/1883, n.º 103 de 18/04/1883, n.º 106 de 21/04/1883, n.º 114 de 01/05/1883, n.º 119 de 09/05/1883, n.º 132 de 26/05/1883, n.º 139 de 05/06/1883, n.º 146 de 14/06/1883, n.º 149 de 17/06/1883, n.º 153 de 22/06/1883, n.º 24 de 19/01/1883, n.º 53 de 18/02/1883, n.º 79 de 17/03/1883, n.º 109 de 25/04/1883, n.º 118 de 08/05/1883, n.º 136 de 31/05/1883, n.º 137 de 01/06/1883, n.º 162 de 04/07/1883 e n.º 164 de 06/07/1883, respectivamente.
  95. n.º 1 a 37 de 18/12/1882 a 01/02/1883, n.º 107 a 108 de 22/04/1883 a 24/04/1883, n.º 166 a 281 de 08/07/1883 a 24/11/1883.
  96. n.º 13 a 17 de 15/07/1897 a 20/07/1897; n.º 18 a 20 de 21/07/1897 a 23/07/1897; n.º 21 a 29 de 24/07/1897 a 03/08/1897; n.º 47 de 24/08/1897; n.º 48 de 25/08/1897; n.º 49 a 50 de 26/08/1897 a 27/08/1897; n.º 53 de 31/08/1897; n.º 54 e 56 de 01/09/1897 e 03/09/1897; n.º 59 de 07/09/1897; n.º 60 a 61 de 08/09/1897 a 09/09/1897; n.º 69 de 18/09/1897; n.º 66 de 15/09/1897 e n.º 151 de 25/12/1898, respectivamente.
  97. n.º 1 a 79 de 01/07/1897 a 30/09/1897; n.º 69 a 149 de 18/09/1897 a 23/12/1897; n.º 158 a 261 de 06/01/1898 a 14/05/1898; n.º 262 a 352 de 15/05/1898 a 07/09/1898; n.º 354 a 457 de 09/09/1898 a 13/01/1899; n.º 459 a 550 de 15/01/1899 a 09/05/1899; n.º 551 a 655 de 10/05/1899 a 17/09/1899; n.º 656 de 19/09/1899 até 1900, respectivamente.

Bibliografia

ARQUIVO REGIONAL DA MADEIRA, Microfilmes dos jornais A Madeira, Diário do Commercio, Diário Popular, O Direito.

CLODE, Luiz Peter, Registo Bio-Bibliográfico de Madeirenses Sécs. XIX e XX, edição da Caixa Económica do Funchal.

Dicionário Lello Universal, Lello & Irmão Editores, Porto, 1993.

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RODRIGUES, Ernesto - Mágico Folhetim - Literatura e jornalismo em Portugal, Lisboa, Notícias Editorial, 1.ª Edição, 1998.

SILVA, Padre Fernando Augusto da & MENESES, Carlos Azevedo de, Elucidário Madeirense, fac-símile da edição de 1946, DRAC, Funchal, 1984.