O Romantismo

Condições para o surgimento do Romantismo em Portugal

A. Culturais

B. Políticas

C. Sociais

Características Gerais do Romantismo

Classicismo Romantismo
Predomínio da Razão e da Inteligência Predomínio do sentimento (coração, sensibilidade) e da Imaginação
A objectividade, o impessoal A subjectividade, o pessoal
Culto da antiguidade greco-latina (mitologias, personagens, lendas) Culto da Idade Média (lendas e tradições) e intervenção na realidade contemporânea
Equilíbrio, disciplina, clareza, ordenação Arrebatamento e exaltação
Representação do homem equilibrado, saudável, moralista, disciplinado e optimista Representação do homem carregado de traumas, indisciplinado, instável e egocentrista, sem grandes preocupações morais e pessimista
Gosto pela vida em sociedade Herói individualista e solitário revoltado contra a sociedade
As realidades certas e a ausência de preocupações espirituais A incerteza, a insatisfação e a angústia
A mulher como deusa, reflexo do amor divino (platonismo) A mulher anjo (um ser quase divino) e a mulher demónio (fatal, sedutora, que destrói todos aqueles que encanta)
Amor racional e intelectualizado Amor sentimental e sensorial
Natureza luminosa, colorida, alegre, suave (Primavera e Verão) Natureza sombria, melancólica (Outono e Inverno)
Preferência pelo diurno (luz solar) Preferência pelo crepuscular e pelo nocturno (penumbra, sombras, luar), que propiciam o sonho e a meditação
Paisagem convencional, aprazível, bucólica e equilibrada ("locus amoenus") Paisagem natural, livre, rude, selvática, agreste ("locus horrendus")
Paisagem condicionada pela presença ou ausência da mulher amada (petrarquismo) A paisagem é um estado de alma
Preferência pelo belo aristocrático quase inatingível Preferência pelo belo horrível, quotidiano e vulgar
Versificação rígida e unidade estrófica Versificação livre e variedade estrófica
Linguagem seleccionada, pouco acessível Linguagem acessível, por vezes oralizante
A pureza dos géneros: a separação do sublime (tragédia) e do grotesco (comédia). O hibridismo dos géneros: valorização de formas literárias novas (o drama romântico e o romance); a aliança do sublime e do grotesco.